Alan Souza Cerqueira, de 37 anos, morreu após ser baleado na região da cabeça na tarde deste domingo (27), no Deck da Barra Sul, em Balneário Camboriú. Um homem apontado pelas forças de segurança como suspeito dos disparos foi preso pouco depois da ocorrência.

O crime aconteceu em uma praça pública na Barra Sul, na entrada do molhe. Alan foi encontrado ferido na região craniana e recebeu os primeiros atendimentos ainda no local. Posteriormente, foi encaminhado para atendimento hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.

As circunstâncias que antecederam os disparos e a motivação do crime ainda não foram informadas pelas autoridades. Inicialmente, a ocorrência foi tratada pelas forças de segurança como tentativa de homicídio. Com a morte de Alan, as circunstâncias do crime e a responsabilização do suspeito deverão ser apuradas no decorrer da investigação.
Bombeiros encontraram Alan inconsciente, mas respirando
O relatório do Corpo de Bombeiros Militar detalha as condições em que Alan foi encontrado e o atendimento prestado antes da transferência para a equipe médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A guarnição da ambulância ASU-542 foi acionada para atender uma vítima de ferimento por arma de fogo na região da cabeça. Quando os bombeiros chegaram ao Deck da Barra Sul, equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal já estavam no local e realizavam o isolamento da área.
Alan foi encontrado deitado sobre o lado esquerdo, inconsciente, mas apresentando respiração espontânea. Conforme o registro dos bombeiros, naquele momento ele apresentava frequência cardíaca de 76 batimentos por minuto e saturação de oxigênio de 97%.
Durante o atendimento pré-hospitalar, os socorristas cortaram a jaqueta e a camiseta da vítima para permitir a avaliação e a reposicionaram para a realização dos procedimentos de emergência. Houve aspiração do sangue presente na cavidade oral e aplicação de compressão direta sobre o ferimento para controle da hemorragia. O relatório também registra a presença de otorragia, que corresponde a sangramento pelo ouvido.
Na sequência, Alan foi imobilizado e colocado em uma maca rígida. Ele permaneceu sob os cuidados dos bombeiros até a chegada da equipe avançada do Samu, quando foi transferido para a unidade móvel de suporte avançado e passou a ser atendido pela equipe médica.
Informações divulgadas pelas forças de segurança após a ocorrência indicaram que a vítima foi encaminhada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Posteriormente, a família confirmou que Alan não resistiu.
Suspeito foi preso a cerca de 30 metros do local
A Guarda Municipal informou que equipes da corporação e dos Agentes de Trânsito estavam mobilizadas nas proximidades no momento dos disparos. Após a ocorrência, as guarnições iniciaram a intervenção e localizaram o homem apontado como possível autor a aproximadamente 30 metros do local do crime.
Segundo a atualização divulgada pela Guarda Municipal, o suspeito estava correndo em direção à Rua 4700 quando foi abordado. Durante o deslocamento, ele teria dispensado um casaco e um revólver calibre 38.
A arma foi encontrada pelas forças de segurança e é apontada pela Guarda Municipal como a possível arma utilizada no crime. Ela foi apreendida e encaminhada para os procedimentos de investigação.
A corporação também informou que imagens do sistema de monitoramento da região registraram o crime e foram analisadas pelas equipes. Segundo a Guarda, as gravações contribuíram para confirmar a identificação do suspeito.
Após ser detido, o homem foi levado à Central de Plantão Policial (CPP), juntamente com o revólver apreendido.
Há uma divergência nas informações oficiais divulgadas sobre a idade do suspeito. Em uma primeira nota, a Guarda Municipal informou que ele tinha 21 anos. Em uma atualização posterior, a corporação passou a informar que o homem tem 22 anos e é natural do Rio Grande do Sul.
Família aguarda esclarecimento da motivação
De acordo com informações, Alan era casado, pai de uma criança e cristão evangélico. A família relatou ainda que ele havia deixado a Bahia e se mudado para Santa Catarina em busca de trabalho. Os familiares afirmaram também que Alan não tinha envolvimento com drogas.
A principal questão ainda não esclarecida é o que motivou os disparos. Com a morte de Alan Souza Cerqueira confirmada pela família, caberá à investigação esclarecer a dinâmica do crime, a motivação dos disparos e as demais circunstâncias do caso.







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