Diante dos novos casos confirmados na Ásia, a OMS (Organização Mundial da Saúde) esclareceu nesta sexta-feira (30) que o risco de disseminação do vírus Nipah é baixo, dois enfermeiros infectados pelo vírus Nipah seguem internados na Índia e OMS se pronuncia sobre possibilidade de nova pandemia

A organização informou que nenhuma das 190 pessoas que tiveram contato com os dois enfermeiros infectados na Índia testaram positivo, tampouco apresentaram sintomas da doença. Ambos os pacientes, colocados em isolamento no início de janeiro, seguem hospitalizados.
O risco em nível nacional, regional e global é considerado baixo”, disse Anais Legand, do Programa de Emergências de Saúde da OMS, conforme a Reuters.
A OMS declarou que “não recomenda quaisquer restrições a viagens ou ao comércio”. Países como Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã reforçaram protocolos de verificação de saúde após a confirmação de duas infecções na Índia.
A organização ainda aguarda a divulgação da sequência do vírus Nipah pela Índia, para verificar se houve mutação. Anais Legand afirma, porém, que “não há nenhuma evidência que nos preocupe até o momento”.
Vírus Nipah pode levar à morte em até 75% dos casos

O vírus Nipah é transmitido entre humanos e por animais, como morcegos frugívoros e porcos. A doença pode causar encefalite (inflamação do cérebro) e problemas respiratórios.
Segundo a OMS, a letalidade é estimada entre 40% a 75% dos casos. Alguns sobreviventes podem ficar com sequelas neurológicas.
Além do contato direto com pessoas e animais infectados, a transmissão pode ocorrer pelo consumo de frutas e sucos, como a seiva de tamareira, contaminados com saliva ou urina de morcegos.
Não existe tratamento específico aprovado ou vacina para o vírus Nipah. A OMS recomenda cuidados de suporte intensivo e gerenciamento clínico de sintomas graves para aumentar as chances de sobrevivência.
Os sintomas incluem:
- Febre
- Tosse
- Fadiga
- Dor de cabeça e confusão
- Dificuldade para respirar
- Calafrios
- Tontura
- Vômitos
- Diarreia
- Encefalite (inflamação do cérebro)
- Convulsões e coma em casos graves
Este é o sétimo surto de vírus Nipah registrado na Índia desde 2001 e o terceiro em Bengala Ocidental, estado onde o risco é considerado moderado pela OMS devido à presença de morcegos frugívoros.
O episódio mais grave no país ocorreu em 2018, em Calecute, quando 17 dos 18 infectados morreram. Houve um caso isolado em 2019, com recuperação, e a morte de uma criança em 2021.
O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto entre criadores de suínos na Malásia, que não registou casos desde então. A partir de 2001, o vírus passou a ser detectado quase anualmente em Bangladesh, tornando-se um dos principais focos globais.







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