A prefeitura de Balneário Camboriú realizou nesta terça-feira (23) mais uma edição do projeto Cicatrizes Invisíveis, iniciativa da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família, que tem o objetivo de conscientizar sobre os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, com foco na violência psicológica.
O encontro ocorreu no Centro de Referência de Assistência Social (CREAS) do Bairro das Nações e deve seguir acontecendo por toda a cidade.

A edição integrou a programação do Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, e trouxe como pauta central as consequências emocionais das violências psicológicas, reforçando a necessidade de ampliar o debate sobre saúde mental, autoestima e autonomia das mulheres.
Segundo a diretora do Departamento de Políticas Públicas para a Mulher, Anna Nienkötter, o Cicatrizes Invisíveis busca se consolidar como uma política pública municipal que vai além de encontros pontuais.
“O projeto Cicatrizes Invisíveis já percorreu importantes espaços de nossa cidade, passando pela Secretaria de Assistência Social, da Mulher e da Família, pelo CRAS São Judas, CRAS das Nações e também pelo CREAS. Essa caminhada fortalece a rede de proteção e reforça a relevância de discutir, de forma contínua e descentralizada, os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, com ênfase especial para a violência psicológica. A proposta é que o projeto siga avançando por todos os bairros de Balneário Camboriú, alcançando também as Associações de Moradores, de forma a ampliar o conhecimento, estimular o diálogo comunitário e levar informação diretamente para os bairros estratégicos”, diz.
Anna aponta que os encontros têm mostrado o impacto das trocas de experiências entre os participantes, gerando fortalecimento pessoal e valorizando as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
“Mais do que uma ação pontual, o Cicatrizes Invisíveis se consolida como uma política pública municipal que reconhece que a violência contra a mulher não se restringe às marcas físicas, mas também às feridas emocionais invisíveis, que comprometem a autoestima, a liberdade e a dignidade das mulheres. Levar esse debate aos bairros é fundamental para quebrar o silêncio, fortalecer a prevenção e mostrar que Balneário Camboriú está comprometida em cuidar da vida das mulheres em todas as suas dimensões”, afirma.
A diretora lembra ainda que o projeto tem como objetivo levar informação e conscientização sobre os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, com ênfase especial na violência psicológica, uma das formas mais silenciosas e devastadoras de agressão.
“O encontro desta terça (23), no CREAS, teve a potência de discutir sobre violências, rede de proteção e suporte do município para as mulheres e o compartilhamento das experiências particulares dos participantes”, completa.







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